segunda-feira, 12 de julho de 2010




BÔNUS.



Diário de Sá.


Não faz muito tempo que precisei de um diário para descarregar todos os meus sentimentos. A verdade, é que Alluka que me ensinou a usar deste como seu aliado já que nesses tempos não temos aliados.


Hoje foi mais um dia que precisei escrever aqui para esparecer um pouco toda a raiva que tive e que não acabou quando soquei a cara de Drácula. Ele é patético e sempre está tentando seduzir embora nunca consiga isso comigo. Eu o odeio.


Aprendi também com uma velha amiga minha, embora não goste de usar disso como ela usa e embora tenho planos para o futuro para que todos se satisfaçam mesmo que isso valha a minha morte a usar as pessoas e o que elas tem. É exatamente o que faço a respeito de Drácula, uso suas aptidões de ensino para logo estar treinando sozinha ou com alguém ainda mais forte.


Sabe, escrevo aqui também por que é mais fácil alguém achar isto e não sentir tanta saudade de mim como creio que sentirão. E também por que foi a partir de um diário que conheci a amada de Alluka: Misu.


Nada que estou muito afim de comentar hoje...Por que só venho aqui introduzir o meu diário.

Algo a não esquecer quando tudo estiver no fim....E como último pedido, mesmo aqui a única coisa que peço áquela que fora a única amiga de verdade que tive... Que como Misu, ela lembre de mim em seu diário, mesmo que para dizer que passei despercebida como creio ter passado.


Queria ter um destino melhor, é o que mais quero. Porém por enquanto é isso.

domingo, 11 de julho de 2010

Cap. 1: Tempo de aprendizagem. Encontros Inesperados.




Estava usando uma calça elástica rosa pink e uma blusa preta. Os cabelos soltos ao vento quando não tinha chances de ser perseguida. Em mim cintura havia um par de luvas ganhado de uma pessoa depois de matá-la. Naquele dia agarrei minha espada quando ouvi a mais ou menos dois metros e meio alguém molhando o rosto no lago. Um intruso? Aquela era uma floresta habitável, mas o cheiro daquela pessoa não parecia ser de ninguém que habitava as redondezas dali ou era um mero turista. Era alguém perigoso.

Coloquei meu par de luvas e prendi o meu cabelo para nenhuma interrupção do ar. Pronta para atacar esperei a pessoa molhar o rosto novamente e ataquei.

Esta segurou minha espada e tentou um chute. Suas espadas estavam longe. Consegui bater em sua mão e minha espada voou. Segurei-a. Ela já estava com as duas espadas na mão. Desapareci e apareci por trás. Quando ia atacá-la a espada dela cintilou com a minha. Tentei um chute e ela desviou. Nossas armas cintilaram de novo e ela teve que se desviar da árvore atrás dela molhando o pé na lagoa gelada. Ela saiu logo.


Soltei a espada mostrando querer luta livre e ela estalou o pescoço fazendo o mesmo. Ela desapareceu e tentou um soco, abaixei e lhe dei uma rasteira. Ela pulou. Na mesma hora desapareci acertando sua barriga. Ela tinha me substimado. Ela ficou surpresa com o soco embora não esboçasse nenhuma reação, muito menos dor.Ela caiu no chão, mas quando ia se levantar um vento gélido ultrapassou nossos corpos e eu a olhei vendo seus olhos verdes fitando-me. Eu a conhecia.


-Vo-Voce. -Disse sem saber se esboçava tristeza ou alegria.


-Voce cresceu Sassá. Já não luta que nem uma fracote. -Ela sorriu e se levantou.


-Obrigada.- Disse e me reverenciei. Alluka na mesma hora puxou meus braços para as costas e fora com tanta força que minhas pernas não respondiam para chutá-la.


-Espere tudo em uma luta. Nunca se rebaixe. -Ela disse e me soltou. Massagiei meus dedos tirando as luvas e pegando minha faca novamente.


-Tanto tempo.- Disse.


Ela riu com alguma ideia idiota na cabeça. A qual pois se a falar:


-Eu sabia que ainda íamos nos encontrar.- Ela sorriu e eu não vi nada plausível em sua cabeça que pudesse me responder aquilo.


-Por que?Co...?-Disse e ela me interrompeu.


-Por que nesse exato momento não estamos mais sozinhas.- Alluka olhou para um lado da floresta e eu senti uma leve tontura tomando conta de mim. Alluka me segurou.


-E começa agora.- Ela disse. Me lembro de olhar em seus olhos e tudo ficar preto. Agora eu estava presa de novo no obscuro de minha alma. Não sei por quanto tempo. Não sei até quando.


Talvez para sempre.








"Encontros inesperados trazem problemas inacabáveis e amores inesquecíveis. Trazem pessoas nunca mais vistas ou esquecidas. Trazem novamente as feridas que eu tinha em meu coração. [Sassá- chan]

sábado, 19 de junho de 2010

Prólogo da Segunda Temporada.




Prólogo.




Treinar da forma que eu treinava assim só não bastou. O obscuro de minha alma corroía aos poucos o meu ser e eu tive que achar uma maneira de ser forte por contra própria.

Todo dia lutando para não ser o alvo certo e aprendendo a sorrir até mesmo triste. Aprendendo a ser forte vendo aquilo que chamamos de alma desaparecendo aos poucos.


Como alimento tive que aprender a caçar e cozinhar ou até mesmo nas piores das situações - que muita das vezes eram quase todas - Me alimentar de pessoas que eram humanas. Se eu era humana? Não saberia mais informar isso. A verdade dói, mas eu não senti nem um nojo daquele sangue escorrendo pelas minhas mãos.


O brilho escarlate dos meus olhos eu já conseguia controlar e, agora nesse meu novo recomeço eu usava vestimenta que a muito tempo nem sequer pensava em usar. Eu mudara e sabia disso.


Não poderia eu desvendar o que o meu futuro poderia me trazer. Eu tudo muito incerto e ingenuo. Eu muita das vezes agia assim. Meu destino? Talvez. Talvez andar pela rua em busca de uma pequena luz possa mudar o meu destino, talvez encontrar o que eu era novamente possa mudar algo.

Se até lá eu ia viver? Apenas este poderia me dizer isso.


Sassá.

sábado, 12 de junho de 2010

Capítulo bônus.




Narrado por: Sassá.


Acordei com um barulho no teto do meu quarto e então Kurapika abriu a porta do meu quarto ferozmente. Olhei-o sem entender. Era provavelmente apenas um vazamento na caixa d'água.


-Sassá, arrume-se vamos. Precisamos correr.- Ele disse rapidamente e me olhei de forma assustadora enquanto eu me levantava para poder correr.


-O que está acontecendo? -Perguntei e como estava vestindo um vestido coloquei um casaco por cima. Ele olhou a janela, seu olhar era frio e também vermelho. Eu conhecia aquele vermelho, a marca de meu clã. A marca de nossas vidas e de nossos destinos. De nossas emoções ou perigos.


-Tenho que te salvar minha Sá.- Ele disse e segurou minha mão. O olhei nos olhos. Como sempre as lágrimas tentaram atacar meu rosto.


-O ataque final?- Perguntei e ele olhou a janela e assentiu. Logo em seguida ele me puxou e me tacou no chão. A janela fora quebrada e os vidros voaram pelo corpo dele todo. Eu voltei tentei ficar forte para não chorar. Ele provavemente estava ferido como todo o meu povo e eu não gostava de pensar nessa ideia.


-Vamos.- Ele se levantou. Tinha um corte na bochecha o que mesmo assim não fez ele deixar de correr. Ele me pegou no colo e pulou a escada em apenas segundos. Chegamos no pátio e este estava cheio de pessoas do meu povo tentando lutar e salvar suas vidas. Não acho que tenham nos percebido já que não vieram até nós. Kurapika correu e pulou junto de mim até um monte de corpos todos mortos não fazia muito tempo e ainda assim jorrando sangue.


-Fique quieta. -Ele ordenou e acho que tinha um plano para fazer nós fugirmos daquilo tudo. Ele tinha que ter. Observei dois homens e uma mulher se aproximar de um homem totalmente encolhido. Kurapika me olhou, seus olhos não estavam mais vermelhos, porém estava com um olhar de uma mistura de pena e tristeza. Olhei de novo para o homem.


-Tudo menos a minha filha. Mate todos, até a mim!- Gritou o homem e eu percebi ser o meu pai. Tentei mostrar que estava ali. Olhei-o. Ele devia correr, devia fazer algo. Meu pai era forte e rude. Ele conseguiria. Ele não podia me deixar ali morrendo.


-Voce acha que se sua filha sobreviver vai valer a pena? Vamos matar todos daqui! Mesmo que ela sobreviva ela não conseguirá ter descendentes. Se liga!- Gritou o de cabelos mais claros. O outro, de cabelos pretos e olhar mais frio fez um gesto com a mão para o outro parar de falar. Seu olhar mostrava que não teria pena. Ele sabia o que fazer.


-Por que fazes esse pedido? Achas que não sei que eles devem estar saindo do quarto nesse exato momento?- O pai não sabia o que dizer. Ele deveria estar pensando quem devia ter contado. E para ser sincera nem eu mesma sabia quem poderia ter sido.


-Por favor.-Pediu o meu pai e o de cabelos escuros me olhou. Quer dizer, olhou para para onde eu estava. Se ele me viu eu não saberia dizer.


-Sim, talvez se eu tiver piedade.- Disse o de cabelos castanhos escuros e fez um gesto de desdém com a mão. A mulher que estava ali e o homem de cabelos castanhos sorriram. Enquanto o de cabelos castanhos brincava de enfiar e tirar a espada do estomago de meu pai a mulher esquartejava. Eu não conseguia ver aquilo. Era muito para mim.


-Não!!!!!!!!!Voces não...-Kurapika demorou mais tampou minha boca. Eu sabia que tinha feito besteira, mas eu não poderia aguentar ver meu pai morto na minha frente por mim. Lágrimas escaparam de meus olhos e Kurapika destampou minha boca. Ele também estava sem reação.


-Voce não devia...-Ele disse sério e uma espada surgiu em sua mão. O homem de cabelos escuros virou-se de volta com um sorriso nos lábios. Eu sabia que naquele momento estaria morta. E Kurapika também por tentar me salvar.


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-Ora, ora. -O de cabelos castanhos escuros me pegou pelo pescoço, eu não aguentava ficar sem ar e Kurapika tentava se soltar do homem e da mulher. Ele já estava gravemente ferido.


-Me...sol...ta-Disse e senti meus olhos quase fecharem e sairem sangue por eu estar sem ar.


-Claro princesinha. Serás a primeira a morrer ou queres ver o seu principezinho morrer? -O de cabelos escuros sorriu e a sua dulpa riu também. Ele olhou feroz para Kurapika.


-Verás sua namoradinha morrer.- O de cabelos castanhos escuros enfiou com toda a força uma espada na minha barriga e eu senti na hora uma dor estonteante, embora depois parecesse normal. Algo gosmento passou pela minha garganta e quando escapou pela minha boca pude perceber que era sangue. Eu estava morrendo. E não tinha o que fazer.


-Adeus minha lindinha. -O de cabelos escuros me tacou na pilha de corpos e eu apenas consegui ver ele enfiando a espada em Kurapika que depois disso fugiu e tentou me pegar na pilha de corpos, mas também caiu.


Talvez ele ainda pudesse sobreviver mais do que eu. Se talvez ele tivesse com o único presente que eu tivesse lhe dado... Talvez este o tivesse salvado. Talvez ele ainda vivesse. Eu estava morta. E como morta fechei meus olhos para a morte. Para sempre. Sem ninguém.


Sem Kurapika.



Obs: Presente >> Um colar com um pingente em forma de morango. Destruido em mil pedacinhos por ter salvado a vida de Kurapika...


Fim da 1temporada.

domingo, 6 de junho de 2010

Cap. 14: A última escolha.

Aviso a todos que esse será o último episódio da primeira temporada. Dividi a história em duas temporadas para dividir a época em que ela ainda descobria as coisas e como última amostra ela se separa de Alluka da época em que ela começa a treinar para se transformar em uma pessoa mais forte, quando tudo começa a tomar um ritmo diferente.
Espero que entendam o que estou querendo dizer e como último aviso queria dizer que depois do último capítulo haverá um capítulo bônus.

Obrigada.

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Alluka se fora para sempre. Suas pequenas marcas em meu coração nunca seriam deixadas porém canalizadas e mantidas para sempre em um calabouço amargurado e sem fim. Enraizadas na profunda tristeza, mantidas no frio da alma, tirando um pedaço de mim que por alguns segundos de vida eu descobrira ser meu.


Meu destino cristalizado, a dor que um dia pensei nunca existir cegando meus olhos. Eu não tinha como sobreviver, eu não tinha motivos para viver. Meu coração tinha sido destruído, jogado no abismo como forma de sobrevivencia. Eu não tinha ido junto dele. Eu ainda sobrevivia ali.






Naquele dia corri para me refugiar da chuva que mostrava-se determinada a limpar os pecados mais absortos de um alma corrompida como a minha. Porém parei de relance ao olhar o beco. Meus olhos arderam. Algo forte. Entrei dentro do beco escuro.




-Finalmente. -Ouvi e um homem deveras bem arrumado surgiu a vista.




-Quem é voce?- Perguntei rudimente.




Ele balançou um pouco os cabelos e sorriu.




-Não conheces Drácula?- Ele riu um pouco.




-Não.- Disse e um vento gelado ultrapassou o meu corpo.




-Que pena. Teria eu uma proposta para vós.- Bradou ele. Enrijeci. Proposta? Que tipo de proposta?




-Algo me diz que procuras alguém para companhia.




-Não procuro companhia.-Disse rude.Olhei para minhas mãos.O que eu realmente procurava? Qual era o destino que eu seguiria dali para frente? Uma ideia me ocorreu. Eu não queria ser protegida ou aquela que colhe seus pedaços, retalha seu ser em pedaços insignificantes. Eu queria poder tomar conta de mim. Eu queria ser forte. -Eu quero aprender a lutar.




Pensei e começar com "Drácula" poderia me dar alguma base para começar a treinar sozinha e treinar meus pontos fracos.




-Posso lhe ajudar se voce me ajudar.- Ele disse.




-O que voce quer? -Minha pergunta foi bem taxativa.




-Alguém para eu saciar minha fome quando preciso.




-Desde que para isso toda vez que se sentires assim decida lutar contra mim e quem ganha escolhe...-Propus inteligente e ele pareceu considerar.




-Começamos agora.-Ele sorriu maliciosamente.




-Não!- Gritei- Começamos amanhã de manhã.




Ele assentiu nao tão satisfeito assim. Segui para a pousada.




Ali estava minha despedida. Ali estava minha vida recomeçando, meu coração colhendo seus pedaços e aprendendo como única forma de sobrevivencia a viver sem a parte que lhe faltava.




O dia de esquecer tudo.




O me dia de despedida.... Para sempre.








O destino nos leva as vezes a confusão,outras vezes a loucura. Nunca vi ele me levar para onde sempre quis estar nos meus últimos minutos de vida.[Sassá]Fim da 1ºtemp.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Cap. 13: Despedidas.

Um dos ep. mais tristes...T.T
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-Kara...-Eu não sabia como tentar dizer alguma coisa.


-Esqueça. Sá. Não digas o que pensas dizer, não sou boa o bastante para ouvir. Por favor apenas pense que foi um acaso e que tudo tem que acabar agora...Bem...Vc tem que partir.- Disse Kara e eu senti lágrimas em meus olhos. Mal sabia de meu passado e já tinha uma sentença. Ir embora.


-Kara... Eu mal acabei de...


-Voce já está comigo faz um ano e 2 meses, talvez agora nossas receptoras devem estar se conhecendo e precisamos fingir que nem se conhecemos, o futuro fará vir de volta o que um dia deixou de existir. Ou talvez existiu...-Kara olhou para janela como se tentasse dizer algo muito duro para ela.


-Por que dizes isso? Por que tenho que partir?- Disse jogando as palavras ao vento, sendo essas minhas últimas, sendo essas palavras de dor que corroíam a alma do ser mais incapaz de sentir...Como Kara achava ser...


Ela pareceu querer acabar com aquilo rápido, talvez para chorar como acontecia comigo naquele exato momento.


-Seu passado logo voltará todo e voce saberá o que eu estou querendo dizer Sá.-Ela disse e pressionou os lábios continuando.- Sá, eu preciso ficar longe de voce antes que voce não me perdoe...


-Kara...Eu...-Tentei,mas ela fez um sinal com a mão mandando eu parar para ela continuar.


-Já cometi erros horríveis eu lhe contei que já. Já fiz coisas ue ninguém faria! Já matei uma amiga querida! Já quase matei... -Ela pressionou os lábios novamente.- Logo serei tentada a cometer esse erro de novo e não poderei resistir em nenhuma ocasião. Trabalhos são...Não...-Ela cortou-se e olhou para o chão. Logo se aproximou de mim em passos lentos e segurou a minha mão direita no qual tinha um pequeno corte de algum tempo atrás...


-Eu ainda farei muitas coisas horríveis, realmente, coisas que lhe são inimagináveis e todos, até voce pensaram que eu mudei ou coisas ilusórias desse tipo, mas Sá, uma coisa que eu não pude prometer a Misu eu lhe prometerei... Sempre estarei do seu lado e sempre estarei a lhe proteger. Sempre.- Kara passou a mão por seu rosto e logo soltou a minha mão.


-Arrume a sua mala Sá.- Ela se virou de costas para mim olhando para a janela. Eu sabia que ela se segurava para não chorar. Eu estava sem ação, não conseguia nem responder a Kara. Corri para o meu quarto e algumas peças de roupa que tinha joguei em uma mochila que tinha no quarto. Era para sempre. Ou pelo menos até quando a eternidade fosse convidativa. Peguei o diário que tinha ganhado de Kara e corri para sala.


-Adeus,- Disse tentando alguma desculpa.


-Vou fingir que nunca nos vimos na vida, nunca mais estarei a lhe encher. Espero que o mesmo valha. -Ela disse e continuou olhando para a janela. Assenti meio inconformada com a nova vida que teria que levar. Abri a porta e olhei-a como última lembrança.


-Para sempre?-Disse depois de um tempo limpando a lágrima que caia dos olhos. Kara então me olhou, suas íris vermelhas e seus olhos também, algumas lágrimas no olho.


-Talvez. -Ela pausou um pouco.- Talvez voce me agradeça no futuro. Talvez essa seja a última vez que nos veremos... O futuro dirá.- Ela olhou para o diário na minha mão.- De verdade eu o li, mas não foi por que quis, apenas por que escrevi uma mensagem nele.- Olhei- o afim de abrir para ler.- Leia depois que estiveres bem longe. Longe demais para se lembrar de mim, longe demais para me ouvir, longe de mais para me ver assim.- Kara sorriu e então eu ameacei fechar a porta.


-Posso te contar as últimas coisa que queria que soubesse antes de ir embora para nada ficar perdido no ar?- Ela perguntou e eu assenti fechando a porta, porém continuando ali parada.


-Em alguns lugares, acho que na maioria voce me conhecerá por um simples nome: Alluka. Poderia dizer que até Killua e Kurapika já devem ter ouvido esse meu nome. -Disse Kara...ou Alluka... -Prefiro que me chame como prefirir. Tanto faz, embora acho que Kara é como a maioria deve me conhecer por enquanto.


-Sim. -Disse atenta a ouvir suas últimas palavras.


-Aquela que te visitava...É uma pessoa conhecida minha, logo saberá quem é...Eu a odeio, mas só voce saberá...-Ela olhou para pensar um pouco.- Só voce como viva saberá que mesmo com tudo eu a odeio e sigo o meu... algum... caminho.- Kara estava um pouco confusa.- Não quero que pense mal de mim.


Sorri.


-Não. Sendo Alluka ou Kara acho que todas já conheci, e perdoo todas por mais ruim que tenha sido o erro que tenha cometido contra mim. -Disse e abri sua mão. Alluka me olhou de soslaio com seus olhos escarlates e eu depositei em sua mão um pingente em forma de coração. -Tinha ganhado da florista, ela disse que era para eu guardar, porém achei a pessoa certa para guardar para mim.- Disse e sorri embora meu coração estivesse apertado e angustiado.


-Sá. Guardas tu.- Disse Kara em tom rude.


-Adeus.- Disse e lhe mandei um beijo tentando parecer alegre, mas estava uma cena estranha, eu tentava sorrir cheia de lágrimas nos olhos.-Se cuida! Cuidado para não me morder na esquina. -Brinquei e minha respiração saiu abafada.


-Adeus. Siga em frente. Sempre.-Disse Kara e eu peguei a minha mochila e meu diário e olhei para o apartamento.


-Viver uma nova vida... Pode ser...-Disse e fechei a porta do apartamento.


Não me lembro por quanto corri, por quanto chorei, por quanto apertei o diário contra o peito. Não me lembro de sentir a chuva me molhando ou de olhar para trás. Apenas de me guiar como as palavras de Kara. Apenas de seguir meu caminho, distanciando do que para mim era a verdade, do que para mim seria a minha vida.


Do que eu teria que esquecer...talvez.


Quando dei por mim estava em uma pousada, se meu dinheiro tinha dado para aquilo? Não sei. Pensei ter sonhado, mas não vi Kara o dia todo que estive na pousada e percebi que era verdade. Então vi meu diário e peguei para ler o que Kara tinha escrito.


Sassá,


Apenas leia, como últimas palavras. Uma simples ilusão minha pensar que voce não lembraria de mim. Eu temia isso. Voce sabe agora. Por favor, me perdooe por tudo, mas eu causei mortes inexplicáveis e voce temeria isso em qualquer hipótese. Eu matei a única pessoa que eu confiava em minha vida e tive um passado inescrupuloso demais para contar-lhe em uma carta.


Criei problemas onde não existia, inclusive. Eu compliquei a sua vida e por mais que eu tenha me arrependido e voce diga que não eu poderia complicar ainda mais. Creio que é melhor viver assim, melhor para todos e ninguém precisa se ferir. Não agora. Espero que entenda que digo isso de coração e que a tormenta e a angustia não lhe consuma como vem me consumindo e que voce possa viver um futuro que, de fato, eu sei que não tenho.


Te amo embora voce possa não acreditar.


Alluka ou Kara se prefirir.


Fechei o meu diário e olhei para as estrelas de qual Gon me falara. Será que naquele momento as estrelas estariam fazendo o que seria de bom grado para todos? Será que as estrelas me olhavam de lá de cima? Será que percebiam meu sofrimento? E se percebiam será que elas poderiam me fazer um favor?


Se pudessem eu só lhes pediria uma única coisa...Se elas podiam...


Apenas interceder. por mim... Apenas guiar-me.


Apenas guiar e interceder por Alluka...


Se fosse possível....









As vezes a vida no faz querer que exista anjos. Talvez não para nos ajudar, mas quem sabe interceder pela pessoa querida.[Sassá & Alluka]

sábado, 15 de maio de 2010

Cap. 12: Estrelas.




Kara sorriu completamente feliz e eu não entendi muito bem. Por um minuto fixei meus olhos nas pessoas ali presentes. Um loiro e uma loira. Um de cabelos pretos ao lado dela. Kara se virou para a janela e a fechou. Virou-se novamente e olhou para baixo.

Uma respiração muito forte fez eu perceber que Kurapika estava ali. Seus olhos vermelhos e de alguma forma eu sabia que sentia um formigamento nos olhos, meio estranho. Kara olhou-me.

-Desculpe entrar assim, apenas fiquei preocupada com Sá.- Por algum motivo tive certeza que era aquela uma desculpa esfarrapada.

-Tens certeza?- A voz ecoou por toda a sala. Kurapika olhou rapidamente para a porta e novamente para Kara. Kara sorriu e eu vi Killua de repente ao seu lado de braços cruzados.

-Olá.- Disse Kara e um sorriso falso brotou em seus lábios.

-Olá.- Disse Killua em tom rude e seu olhar fixou-se em mim. Não entendi muito bem, mas Kara apenas assentiu dizendo algo como ‘está sabendo’.

-Não entendo.- Disse e por um minuto os olhares voltaram-se a mim.- O que está acontecendo aqui?

E então uma dormência me veio nas pernas de forma que me fizeram cair, como se o obscuro da alma me engolisse junto ao vácuo. Era como se a pequenez do meu ser pudesse ser englobada por algo menor ainda.

E então tudo passou de um relance...

Kurapika corria em direção a porta para fechar. O de cabelos pretos avançava em mim. Killua tentou dar um soco no rosto de Kara que esquivou. Gon apareceu e a loira partiu ao seu encontro. Kurapika foi lutar contra o de cabelos loiros.

E então tudo voltou ao normal.

-Acho melhor pararmos com isso, apenas quero levar Sassá de volta para casa.- Bradou Kara.

-Não creio em suas palavras mal ditas.- Disse Killua e juntou as mãos que pareceram dar circuito.

-Não creia. Basta Sassá para crer.

E eu me vi naquela encruzilhada, momento de destruição.

-Se você pudesse pedir para eles saírem de minha casa, eu agradeceria e poderíamos conversar formalmente no Central Park. –Disse Kurapika e me olhou.

Todos desapareceram sem deixar vestígio e Killua por sua vez nervoso desapareceu e no mesmo tempo a lâmpada da sala cai. Estávamos sem luz. E killua nervoso.
Seguimos para o Central Park, enquanto eu fingia brincar no balanço com Gon, eu aproveitava meus ouvidos para escutar o que Kara conversava com Kurapika, embora a conversa não me agradasse.

-Quais sãos os seus planos?- perguntou Kara em seu tom extremamente baixo.
-Esperaria que você me respondesse.- Bradou Kurapika.

-Minha amiga, preciso cuidar dela.-Kara sorriu.

-Sério? Então o que me diz de...?- Kurapika se próprio cortou e percebi que ia olhar para mim nesse exato momento. Fingi dizer para o Gon por que as estrelas não apareciam naquele exato momento, porém ele mesmo tirou minhas concentrações.

-Por que elas são únicas. Iluminam a hora em que nosso corações mais precisam de iluminação.

Fiquei sem ação naquele momento. Gon tinha tirado até minhas forças para falar. Meu chão não estava ao alcance.

-Por que achas isso?- Perguntei ao mesmo tempo em que engolia seco.
-Por que minha tia me disse. Talvez as pessoas que mais amamos, aquelas que estão mortas estejam nos olhando como estrelas, esperando que as olhemos e possamos perceber que um dia podemos brilhar como todas elas brilham.

Eu estava sem palavras.

-Gon. –Foi a última coisa que ouvi Kara dizer.

Kurapika conversou algo com Kara q nem eu consegui saber o que era. Tentava saber o que era, porém nada ajudava nessa ocasião. Gon tinha me pegado de surpresa. Eu nunca sabia que o Gon pensava assim...

Kara me levou para o seu apartamento e eu bombardeei-a de perguntas.

-Por que o espelho se quebrou?

-Para eu desaparecer sem você perceber.

-Por que você queria desaparecer sem eu ver?

-Porque eu precisava averiguar coisas.

-O que você precisava averiguar?

-Pessoas.

-Que pessoas?

-Pessoas.

-Por que?

-Por que sim.

-Por que sim não é resposta.

-Respostas não precisam ser completas.

-Precisam sim.

-Continue Sassá.-Ela cortou.

E Kara respondia enquanto limpava a sua espada. Porém teve uma hora que eu não tinha mais perguntas, além de por que aquelas pessoas. Resposta: Tinha saído com ele e eles me acompanharam. Mas eu não conseguia ter confiança em sua resposta, o que me fez ficar quieta. Dessa vez fora ela que me perguntou:

-O que aconteceu realmente no apartamento do Kurapika?

Me lembrei então que tinha tido uma lembrança, meio incomum, mas uma lembrança. Eu não queria contar, por que era meio estranho pensar nela. Kara apenas me olhou como se entendesse e então assentiu.

-Foi boa?- Ela perguntou já sabendo o que tinha acontecido.

-Foi.- Disse e ela olhou para baixo. Tinha algo na minha vid que tinha sido ruim. Kara apenas respondera que sim.

-O que tem de ruim? O que aconteceu?- Perguntei tentando retirar algo dela.
E então eu vi uma arvore de flores brancas. Muito bonita. Alguém estava sentada nela. Me aproximei.

-Quem é você?-Perguntei.

-Por que saber? Em pouco tempo ninguém mais saberá quem eu sou. –A garota olhou para baixo.

-Como assim? –Perguntei sem entender.

-Esquece Princesa. Seu criado vem vindo aí. Me esquece, dói menos para todos.- Ela disse e eu senti lágrimas nos olhos.

-Já tive que esquecer de muita gente para esquecer do meu povo. Todo aqui são importantes para mim, são estrelas do meu céu. Nunca sei quantas ao todo são, mas sei que estão ali e se eu pudesse passaria a noite todas confortando-as.

-Você não pode confortar todos.- Ralhou a garota.

-Tem razão, mas o máximo que eu puder já vale a pena.

A garota ficou perplexa, não sabia o que fazer a respeito. Olhei –a e sorri.

-Se cuida.- Sai correndo.

E a lembrança acabou.

-Aconteceu algo?- Perguntou Kara se levantando do sofá segurando a espada. Limpei as lágrimas que caiam.

-Kara.- Disse por um segundo. Kara estava perplexa. Eu devia estar muito branca ou algo do tipo. Ela não falava nada.

-Eu lembro de você.- Disse.

Kara deixou a espada pesada cair no chão.


Voce pode tentar fugir, mas nunca se livrará. [lilith]

O que achou?